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Golpe no Mercado Livre: conheça os 4 principais e como evitá-los

22/10/2020

golpes mercado livre

Usar o mercado eletrônico é uma ótima maneira de alavancar as vendas, entretanto, é preciso ter cuidado para não cair nas armadilhas dos fraudadores. Saiba mais!

O e-commerce é, atualmente, uma das formas mais práticas e baratas tanto de começar um negócio no varejo quanto de mantê-lo em funcionamento e em constante evolução. Vender pela internet por meio de um marketplace é ainda mais vantajoso, especialmente para os pequenos negócios, visto que, nesse caso, o varejista já conta com estrutura, reputação e marketing do canal de vendas em questão — um exemplo nesse sentido é o Mercado Livre, maior marketplace da América Latina.

É preciso, contudo, tomar cuidado! Os sellers se beneficiam, sim, da visibilidade e alcance da plataforma argentina para alavancar as vendas dentro do comércio eletrônico — mas, muitas vezes, também são alvo de quem age de má-fé e planeja aplicar algum tipo de golpe financeiro envolvendo o nome da plataforma.

Se você usa ou pretende usar o Mercado Livre para impulsionar o seu negócio — e, obviamente, não quer perder dinheiro caindo em alguma armadilha — confira o conteúdo que preparamos sobre o assunto e saiba o que fazer para evitar esse transtorno!

Quatro golpes no Mercado Livre e o que fazer para evitá-los

Cuidado, atenção e precaução são medidas fundamentais para não cair em armadilhas envolvendo o nome de marketplaces conhecidos. Por isso, para mantê-lo informado sobre o assunto, listamos quatro dos principais golpes envolvendo o nome do Mercado Livre e como evitá-los. São eles:

1. E-mail falso em nome do Mercado Livre

O golpe no Mercado Livre do e-mail falso é um dos mais comuns entre as armadilhas aplicadas dentro do marketplace. Em geral, as vítimas são aqueles vendedores que trabalham com produtos com ticket médio alto e com saída rápida no mercado — como aparelhos eletrônicos, por exemplo.

O que acontece é que o seller anuncia um produto e encontra um suposto interessado que entra em contato com ele e diz que vai realizar a compra. Seja no decorrer de uma conversa, seja por meio das informações que constam na conta do Mercado Pago do vendedor, o golpista consegue o e-mail de contato de quem está ofertando a mercadoria. Com esse dado em mãos, diz ao varejista que já realizou o pagamento e encaminha a ele um e-mail, como se fosse o Mercado Livre, confirmando o depósito.

Sim, o vendedor recebe por e-mail uma mensagem de venda efetuada e pagamento confirmado, supostamente do Mercado Livre, com todas as características do marketplace em questão (layout, fonte, cores). Mas, ela é falsa!

Em seguida, o golpista começa a pressionar o varejista para que ele encaminhe a mercadoria logo — reforça que já efetuou o pagamento e que está com pressa, pois precisa do produto com urgência. Se necessário, é insistente e persuasivo. Às vezes, consta no próprio e-mail falso que a mercadoria precisa ser enviada no mesmo dia para o endereço informado.

Sem desconfiar que a mensagem que recebeu por e-mail não é autêntica, o vendedor cai na pressão — no golpe — e, enfim, envia a mercadoria para o endereço do fraudador, que nunca fez essa compra.

O que fazer para evitar cair no golpe no Mercado Livre do e-mail falso:

  • Jamais realize o envio de um produto levando em conta apenas uma confirmação de pagamento recebida por e-mail;
  • Fique atento às notificações oficiais do Mercado Livre, ou seja, aquelas que constam dentro da plataforma virtual (verifique o status da venda na área “Minha Conta”);
  • Espere a compra ser aprovada pela plataforma do marketplace antes de enviar qualquer produto ao cliente;
  • Não caia na “pressão” — sem o pagamento ser notificado oficialmente pela plataforma, não envie mercadoria. Adote essa regra para todos os consumidores, inclusive para conhecidos e amigos;
  • Não informe a possíveis clientes seus dados de contato (como endereço de e-mail ou número de telefone) antes de a venda ser, de fato, concretizada por meio do Mercado Livre;
  • Sempre confira a veracidade dos e-mails que recebe — no caso do maior marketplace da América Latina, os e-mails costumam estar endereçados como [email protected], jamais com domínios como @gmail, @hotmail, @yahoo, etc. Além disso, erros de digitação costumam ser um indício de mensagem falsa.

2. Parceria inexistente entre Mercado Livre e aplicativos de transporte

Usando a mesma prática do e-mail falso de venda efetuada e comprovação de pagamento, e dando sequência ao golpe, essa é outra forma de o fraudador persuadir o varejista a enviar mercadoria sem ter realizado a compra do produto.

Nesse caso, tal e-mail declara que, por conta de problemas na plataforma de envio do marketplace, a mercadoria deve ser encaminhada por um carro de aplicativo de transporte — como o Uber, por exemplo — alegando a existência de uma parceria entre as empresas. Os dados do falso motorista de aplicativo e do carro são passados ao vendedor que, inocentemente, cai na armadilha e entrega o seu produto ao fraudador.

O que fazer para evitar cair no golpe no Mercado Livre e aplicativos de transporte? Em primeiro lugar, esteja ciente de que não existe parceria entre Mercado Livre e aplicativos de transporte — se um dia ela acontecer, com certeza será amplamente divulgada nos canais de informação oficiais das empresas envolvidas. Se você receber esse tipo de mensagem, saiba que ela falsa!

Sendo assim, tome todos os cuidados para não cair no golpe do e-mail falso. Além disso, para evitar qualquer tipo de problema na entrega, sempre opte por fazer o envio dos produtos vendidos pelos meios oficiais de distribuição de mercadoria — como é o caso dos Correios.

Assim, você possui o controle de que a entrega foi mesmo realizada, e evita que um comprador mal-intencionado alegue não ter recebido a compra em questão. Ou seja, jamais encaminhe um produto por meio de um suposto veículo de aplicativo de transporte.

3. Ligação falsa de um agente do Mercado Livre

Fazer ligações para os vendedores se passando por um atendente do marketplace é mais um dos golpes Mercado Livre. A intenção das chamadas falsas geralmente é roubar os dados do varejista para ter acesso à conta dele no marketplace.

O golpe no Mercado Livre costuma ser aplicado por um comprador mal-intencionado que abre uma reclamação no canal de vendas a respeito da compra feita — o fraudador também entra em contato com o próprio vendedor avisando da objeção (a ideia é desestabilizar o seller de e-commerce).

Em seguida o varejista recebe uma ligação que, supostamente, é de um atendente do Mercado Livre, falando a respeito do problema com o cliente e que é preciso resolvê-lo urgentemente — e é a partir daí que os criminosos conduzem os vendedores a fazerem o que eles querem.

Muitas vezes, os fraudadores enviam uma mensagem via SMS ou e-mail para o varejista e, passando-se pelo atendente do marketplace, pedem que o seller acesse o link da mensagem (que pode ser um vírus), ou até entre com o login e senha do Mercado Livre. Eles podem, ainda, solicitar que o login e a senha sejam ditados por telefone. Enfim, a intenção é levar a pessoa que está do outro lado da linha a diversas ações que facilitem o roubo de dados e a invasão de uma conta no e-commerce.

Vale lembrar, no entanto, que nem sempre todo esse “teatro” — que começa lá na abertura de uma reclamação — é aplicado. As ligações falsas podem acontecer a qualquer momento, sob justificativas variadas. Por exemplo: problemas no sistema do canal de vendas; problemas especificamente na conta do vendedor; algum tipo de verificação de dados, dentre outros argumentos.

O que fazer para evitar cair no golpe no Mercado Livre da ligação falsa:

  • Nunca passe informações e dados da sua conta no Mercado Livre pelo telefone ou por SMS;
  • Procure sempre resolver tudo por meio da plataforma do marketplace — inclusive os assuntos referentes a qualquer tipo de reclamação ou outra pendência com cliente;
  • Antes de clicar em links e seguir quaisquer orientações em geral, verifique os endereços de origem de e-mails, bem como as URLs para as quais você é ou será direcionado — a URL do Mercado Livre é sempre www.mercadolivre.com/xxx.
  • Fique atento, fraudadores costumam fazer uso do máximo de informações possível para ganhar a confiança do seller de e-commerce.

4. “Golpe da Pedra”

Você já deve ter ouvido por aí aquela história de que, no lugar de uma mercadoria, alguém recebeu qualquer outro elemento que pudesse simular o peso dela — tijolos, pedras, areia ou cimento, por exemplo. Pois esse, como o próprio nome diz, é o conhecido como “golpe da pedra”.

A armadilha acontece usando como base as políticas de devolução de dinheiro do e-commerce, bem como as leis que garantem ao consumidor que compra pelo mercado eletrônico o direito de desistência da compra em um período determinado — seja por defeitos no produto ou arrependimento.

A estrutura do crime é simples: depois de receber a mercadoria, o fraudador usa dessas políticas e das leis para “devolver” o produto. O marketplace, então, gera uma etiqueta para retorno — mas o que o vendedor recebe de volta, na verdade, são os tijolos, as pedras e tudo mais que puder aparentar o peso e formato do que foi vendido.

O que fazer para evitar cair no “golpe da pedra”:

  • Sempre realize todo o processo de venda de um produto por meio da plataforma do Mercado Livre. Quanto aos meios de pagamento, dê preferência ao sistema do próprio marketplace, que, nesse caso, é o Mercado Pago;
  • Mantenha organizados todos os comprovantes da transação;
  • Informe imediatamente o Mercado Livre sobre o ocorrido.

Dicas gerais de segurança para sellers de e-commerce

➨ Sempre verifique a veracidade dos e-mails que recebe, bem como os endereços de origem da mensagem, especialmente antes de clicar em links, acessar cupons e promoções e seguir quaisquer orientações em geral — não esqueça de ficar atento às URLs para as quais será direcionado;
➨ Preste atenção aos indícios de mensagem falsa, como erros de português e de digitação;
➨ Fique sempre alerta — muitas vezes e-mails falsos usam a justificativa de que o marketplace está com problemas na plataforma virtual para fazer o varejista acreditar que uma venda foi, efetuada, mesmo não tendo sido notificada oficialmente na conta do seller dentro do canal de e-commerce;
➨ Não preencha, de forma online, formulários com dados pessoais, como nome, RG, CPF, data de nascimento e, especialmente, dados bancários, antes de checar e constatar a autenticidade desse requerimento;
➨ Jamais passe informações de login e senha para desconhecidos;
➨ Tenha sempre guardados e organizados todos os comprovantes de vendas e demais documentos envolvendo as transações.
➨ Leia com atenção os termos de uso do Mercado Livre, ou qualquer outro marketplace, e siga as orientações do canal de vendas. Além de ser uma forma de proteção, vale lembrar que, em caso de qualquer problema ou golpe, a empresa só respaldará o vendedor se ele estiver dentro das normas preestabelecidas;
➨ Para minimizar os prejuízos em eventual situação de dados roubados ou conta invadida, prefira não deixar valores muito altos parados na conta do Mercado Livre — faça saques diários para a sua conta do banco, independentemente da quantia;
➨ Por mais prático que seja, opte por não deixar a senha da conta no marketplace salva no navegador que você utiliza — visto que ela pode ser facilmente invadida se um fraudador conseguir acesso ao seu e-mail, por exemplo.
➨ Sempre avalie com atenção o comportamento do comprador em uma transação de venda de produto.

Como denunciar um golpe no Mercado Livre

De acordo com o Código Penal brasileiro, uma das tipificações em que se pode encaixar esses golpes envolvendo o nome do Mercado Livre é o crime de estelionato. Segundo o que explica o Art. 171 da Lei N° 2.848, de 7 de dezembro de 1940, o delito se trata de “obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento”. Portanto, em caso de golpe no Mercado Livre, é importante:

  • Notificar o canal de vendas a respeito do ocorrido;
  • Em seguida, registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.) na Polícia Federal, que possui uma divisão específica referente a golpes na internet e a crimes virtuais.

Segundo a Lei N° 12.735, de novembro de 2012, é obrigação dos órgãos da polícia judiciária estruturar “setores e equipes especializadas no combate à ação delituosa em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado”. Para sustentar a denúncia, entretanto, é fundamental que o varejista reúna o máximo possível de informações a respeito do golpe e tenha como comprová-lo.

Podem ser usados os conteúdos dos e-mails e de conversas em redes sociais, se houver, bem como fotos e dados disponíveis sobre o fraudador, notas e demais documentos da mercadoria, e tudo mais que puder atestar o crime.

Por fim, saiba ainda que, por meio de uma ata notarial emitida pelo cartório, é possível transformar todo esse material em documentos legais. Isso ajuda a verificação das autoridades no que se refere à veracidade das informações — o que, por sua vez, facilita o uso desses dados como provas legítimas do golpe no Mercado Livre em uma ação judicial.

Segurança é tudo!

Para reforçar: fique alerta! Atenção e precaução são as chaves para não cair nas armadilhas dos criminosos. Além disso, informação também é crucial. É importante manter-se sempre bem informado a respeito do funcionamento dos canais de venda com os quais trabalha — acompanhe nosso blog e aproveite diversos conteúdos sobre o Mercado Livre e outras pautas relevantes para quem atua no varejo online!

Escrito por Augusto Vasconcelos

22/10/2020

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2 Comentários

  1. Camila Greco

    Caí no golpe… o que vocês me aconselham a fazer agora para proteger meu CPF ?

    Responder
    • Nickolle Amorim

      Olá Camila,

      para evitar cair novamente em um dos golpes, basta ficar sempre atenta e seguir as dicas que colocamos no poste!
      E para denunciar o golpe e proteger seu CPF de eventuais fraudes, você pode:
      – Notificar o canal de vendas a respeito do ocorrido;
      – Em seguida, registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.) na Polícia Federal, que possui uma divisão específica referente a golpes na internet e a crimes virtuais.

      Responder

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Escrito por Augusto Vasconcelos

22/10/2020

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