O que é e-grocery? Expansão do supermercado na internet

Atualizado em 12/04/2021 | Publicado em 12/04/2021

O e-grocery eleva o significado de supermercado na internet

O setor de alimentos e bebidas foi o que mais cresceu no e-commerce durante a pandemia. É por isso que você deve prestar atenção no que vem por aí.

O termo e-grocery é a junção da palavra mercearia com o prefixo “e-” de eletrônico, ambos originais do idioma inglês. Apesar de ainda ser desconhecido para muitas pessoas, o termo compõe o dia a dia de quem compra itens de supermercado sem sair de casa.

Se o e-commerce fosse igual a uma caixa registradora, é seguro dizer que, daqui em diante, um dos itens que mais passarão por essa bancada é a categoria da alimentação. Em suma, os consumidores têm incluído cada vez mais esses produtos em suas sacolas virtuais. 

O aumento dessa demanda já acontece há algum tempo, com crescimento anual rondando a casa dos 38% em 2018. A pandemia do novo coronavírus, contudo, alterou de forma sólida o comportamento do consumidor brasileiro na internet. É um caminho sem volta!

Desde então, a venda online de alimentos e bebidas teve alta de 339% em maio de 2020, se comparado ao mesmo período de 2019, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

O impacto no e-grocery virou notícia. Em reportagem, o G1 publicou que as vendas online de supermercados quase dobraram com a pandemia. Com base nos dados da consultoria Ebit/Nielsen, registrou-se alta de 96% – elevando de 4% para 7% a participação dos mercados no setor.

Os números revelam o tamanho do e-grocery em tempos pandêmicos. Conforme o levantamento sobre Covid feito pela Ipsos/Google, houve um aumento de 508% nas pesquisas por entrega de supermercado ou compra de itens domésticos online.

O que as pessoas estão comprando no supermercado online?

Conforme a pesquisa da Ebit/Nielsen publicada pelo G1, os itens da cesta básica (como arroz, feijão e açúcar, por exemplo) lideram o aumento das compras pela internet, com alta de 165%. Veja a lista completa:

  • Alta de 165% nos itens da cesta básica;
  • +106% nos frios;
  • +93% em hortifrúti;
  • +59% nas carnes;
  • +52% na padaria.

Os desafios para o e-grocery

Com tanta demanda para atender, as preocupações recaem sobre a disponibilidade e o frescor dos produtos, além da logística para levá-los até as residências. Afinal, é preciso lidar com todo o processo de compra, desde a seleção dos itens até a entrega.

Outra dificuldade envolve os diferentes departamentos que existem dentro do supermercado, que podem exigir pessoal especializado para selecionar, embalar e despachar os produtos adquiridos pela internet.

Vale a pena investir em e-grocery?

Com certeza, sim! Os números indicam que essa nova realidade não é passageira: as pessoas estão se habituando à comodidade de restabelecer a despensa sem sair de casa. 

Mais do que crescer, o setor de alimentos e bebidas deve se transformar na principal categoria do e-commerce. O e-grocery está construindo novos caminhos para o comércio online. 

É o que projeta o estudo feito pela consultoria Technopak, que se debruçou sobre o atual mercado indiano. Por lá, a expectativa é a de que o comércio online em torno dos alimentos, bebidas e eletrônicos seja impulsionado nos próximos cinco anos, atingindo 64 bilhões de dólares em vendas brutas.

Ainda de acordo com a Technopak, a abertura de novos canais para práticas omnichannel – oferecendo compras no online e retirada em pontos físicos – é a principal aposta dos varejistas de supermercados mundiais. 

Além dos alimentos e bebidas, categorias como farmácia e bem-estar também devem contribuir para o crescimento do e-commerce nos próximos anos.

E no Brasil?

Estima-se que o e-commerce brasileiro vai crescer 26% em 2021, tendo como base os números da Ebit/Nielsen. Ainda segundo a pesquisa, a categoria que mais deve se destacar é a de alimentos e bebidas. 

Diante desse contexto, há uma enorme disputa entre players tradicionais (como o Carrefour) e aplicativos de entrega (tais como iFood, Rappi e James) para abocanhar essa parcela do e-commerce e atender à crescente demanda. 

Em outras palavras, existe uma busca para descobrir quem será a Amazon brasileira dentro do e-commerce – como ocorre nos EUA com a empresa fundada por Jeff Bezos, líder do segmento.

Por aqui não há indicativos, neste momento, de uma hegemonia no segmento. Portanto, enquanto o mercado é repartido entre as diversas concorrências e soluções existentes, é hora de fidelizar clientes.

Atualizado em 12/04/2021 | Publicado em 12/04/2021

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